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11. Arquitetura e melhoramento de plantas: a Revolução Verde e o conceito de ideótipo
A Revolução Verde das décadas de 1960 e 1970 baseou-se na alteração radical da arquitetura de duas das mais importantes plantas cultivadas do planeta: o arroz e o trigo-mole. Esta transformação assentou na introdução agronómica de cultivares portadoras de gene...
Ciclo fenológico. Utilidade dos estudos de fenologia.
A fenologia tem por objeto a variação espacial e temporal da ocorrência de fenómenos biológicos recorrentes (e.g., abrolhamento dos gomos, floração, frutificação, queda das folhas, migração das aves ou eclosão de ovos de insetos) em função da meteorologia/clim...
Escalas fenológicas
No estudo rigoroso da fenologia das plantas são utilizados protocolos padronizados, constituídos por códigos numéricos atribuídos aos estádios (ou estados) fenológicos (as chamadas escalas fenológicas), frequentemente acompanhados por desenhos ou fotografias d...
Acerto conceptual
A classificação biológica é um modo, entre muitos outros, de arrumar as plantas em grupos internamente consistentes. Embora reflita relações de parentesco e possua um elevado valor preditivo (e.g., da estrutura floral e anatómica), a classificação biológica te...
Sistema de Raunkjær
O sistema de tipos fisionómicos mais utilizado em ciência da vegetação foi proposto em 1934 pelo botânico dinamarquês Christen C. Raunkjær (1860-1938) (Quadro 42, Figuras 264 e 265). Fundamenta-se na posição (em relação à superfície do solo e durante a estação...
6. Polinização (II parte): polinização biótica e abiótica
Vetores e sistemas de polinização Depois de maduros, os grãos de pólen disseminam-se em tétradas, aglomerados em grande número (e.g., as polínias das orquídeas) ou isoladamente (a condição mais frequente). Nas flores autogâmicas, o pólen acede ao estigma por ...
7. Polinização (III parte): outros aspetos
Coevolução polinizador animal-planta polinizada (i) A polinização é um passo essencial na reprodução das angiospérmicas, e (ii) o pólen e/ou o néctar são alimentos ricos em energia e nutrientes insubstituíveis para muitas espécies animais. Então, inevitavelme...
8. A fase progâmica
Definição A fase progâmica decorre entre a captura do pólen e o momento imediatamente anterior à fecundação. Contempla duas etapas morfo-fisiológicas fundamentais: (i) a aderência e germinação do pólen no estigma e (ii) o crescimento do tubo polínico ao longo...
9. Fecundação
Geralmente, o saco embrionário está maduro no momento da polinização. Em certas espécies, a polinização e o crescimento do tubo polínico ao longo do estilete são indispensáveis para estimular o desenvolvimento do saco embrionário — na amendoeira, por exemplo, ...
10. Desenvolvimento da semente e do fruto
Etapas do desenvolvimento da semente Terminada a fecundação, o primórdio seminal sofre um conjunto de modificações que desemboca na formação da semente madura. O desenvolvimento da semente, embora contínuo, comporta três etapas biológicas distintas (Bewley et...
11. Dispersão
Vantagens e desvantagens da dispersão A diversidade e complexidade dos mecanismos de dispersão das angiospérmicas não têm equivalente nas restantes plantas terrestres. Esta constatação é, por si só, uma forte evidência de que a dispersão a longa distância de ...
12. Dormência, quiescência e germinação da semente
Tipos e vantagens da dormência A redução do teor de água no final da ontogénese das sementes ortodoxas força a entrada da semente em quiescência ou em dormência. Quiescência não é sinónimo de dormência (Considine & Considine, 2016). As sementes dormentes, ao ...
2. Tipos de reprodução assexuada
Tipos Os tipos mais importantes de reprodução assexuada (ou propagação assexuada) entre as plantas terrestres são os seguintes: Produção de esporos: processo fundamental nos briófitos e 'pteridófitos'; Apomixia (ou agamospermia, reprodução assexuada por s...
3. Afinidade e compatibilidade em enxertia
Quando um enxerto é rejeitado logo após a enxertia, diz-se que há falta de afinidade ou incompatibilidade absoluta entre o enxerto e o porta-enxerto. Infelizmente, não é possível enxertar árvores de fruto nas árvores dominantes dos bosques portugueses (e.g., Q...
4. Multiplicação vegetativa a nível anatómico
Estacaria e mergulhia O sucesso da estacaria e da mergulhia depende da emissão de raízes adventícias a partir de caules ou, em casos muito particulares, de folhas. As raízes adventícias partem geralmente da proximidade de feixes vasculares, podendo já encontr...
5. Quimeras
Diz-se que uma planta é uma quimera quando células de, pelo menos, dois genótipos distintos se multiplicam e coexistem lado a lado num determinado tecido. As quimeras formam-se devido à mutação de células somáticas ao nível meristemático, processo que pode ser...
1. Ciclos de vida e células reprodutoras
Como abordar o estudo dos ciclos de vida? A informação veiculada neste livro esteve até aqui centrada nas angiospérmicas. Ficou provado que os esporófilos ♂ e ♀ (e a flor) das angiospérmicas têm uma ancestralidade comum e que os seus gametófitos ♂ e ♀ foram p...
2. Alternânica de gerações nas plantas terrestres
A teoria da alternância de gerações do alemão Wilhelm Hofmeister (1824-1877) (Figura 318) e a formulação darwiniana da evolução são as duas teorias unificadoras mais importantes da ciência botânica. Hofmeister percebeu que, nas angiospérmicas, a geração produt...