Âmbito
Genericamente, a classificação em unidades superiores seguida neste volume é a descrita no capítulo «Conceito de Planta» do volume I desta coleção — os leitores devem ter presentes o Quadro 2 e a Figura 3 do referido volume (com resumo no Quadro 8). Sugere-se também a consulta do volume II para aceder aos detalhes da história evolutiva de cada um destes grupos.
No presente volume, restringimos a nossa análise ao grande clado dos traqueófitos (plantas vasculares). Estas plantas caracterizam-se por possuir xilema e floema, bem como uma geração esporofítica independente, com indivíduos de maiores dimensões e mais perenes do que os da geração gametofítica. Excluímos, portanto, os briófitos, ou seja, o clado de plantas terrestres de esporulação livre constituído por antóceros (Anthocerotidae), hepáticas (Marchantiidae) e musgos (Bryidae).
Os traqueófitos repartem-se por dois clados: i) licófitos (Lycopodiidae), providos de microfilos e raízes de ramificação dicotómica; e ii) eufilófitos, as plantas com verdadeiras folhas (megafilos) abastecidas por um sistema vascular complexo e raízes de ramificação lateral. Evitamos, por conseguinte, usar o grupo informal clássico dos pteridófitos (licopódios + fetos).
No âmbito dos eufilófitos de esporulação livre, i.e., dos monilófitos (fetos), consideraremos três grupos: as cavalinhas (Equisetidae), os ofioglossófitos (Ophioglossidae) e os polipodiófitos (fetos verdadeiros; Polypodiidae). A subclasse Marattiidae não tem representantes europeus, não tendo sido, por isso, explorada. Nos eufilófitos com semente (espermatófitos) são abordadas: i) as gimnospérmicas, i.e., os cicadófitos (Cycadidae), o ginkgo (Ginkgoidae), os cupressófitos (Cupressidae), os pinófitos (Pinidae) e os gnetófitos (Gnetidae); e ii) as angiospérmicas (Magnoliidae).