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Prólogo à edição em livro (2020)
Os vários autores da coleção «Botânica em Português» quiseram escrever um conjunto de obras que abarcasse o mundo da Biologia das Plantas em diversos níveis. Por um lado, cientes de que na tradição de notáveis escritos de naturalistas botânicos portugueses do ...
Prólogo à edição online (2025-2026)
Ao ler e reler o que escrevi há meia década, sinto, a cada passo, o desagradável incómodo de descobrir gralhas, temas mal explicitados ou insuficientemente explorados, frases equívocas, erros sistemáticos e, até, erros reais. E o tempo passa, a bibliografia a...
2. Anatomia da raiz
Estrutura primária da raiz O corpo primário da raiz é formado pelo meristema apical radicular. Num corte transversal de uma raiz primária, distinguem-se, do exterior para o interior, as seguintes camadas tecidulares (Figura 49): (i) a epiderme, (ii) o córte...
1. Essencialismo vs. evolucionismo
Nos meados do século XVIII, Carl von Linné, ou Carl Lineu (1707-1778), justamente conhecido como o pai da botânica, e os seus contemporâneos presumiam que todas as espécies haviam sido criadas por um ente superior e que a sua forma e número eram constantes. «A...
2. Teorias da evolução
Teoria da evolução de Darwin Durante a viagem de circum-navegação a bordo do navio Beagle (27 de dezembro 1831-2 de outubro de 1836), na dupla função de naturalista e de companheiro de viagem do comandante do navio, o capitão FitzRoy, Darwin, na altura um jov...
1. A sexualidade nas plantas
A descoberta da sexualidade nas plantas A sexualidade das plantas foi reconhecida e documentada, pela primeira vez e de forma clara, pelo médico e botânico alemão Rudolf Camerarius (1665-1721), num ensaio publicado em 1694, intitulado De Sexu Plantarum Episto...
2. Juvenilidade. Indução e diferenciação florais
Nas angiospérmicas, todos os fenómenos relacionados com a reprodução sexual – e.g., a produção de esporos e gâmetas, e a fecundação – decorrem no interior de uma estrutura especializada: a flor. Não há sexo sem flores. A produção de flores, e implicitamente a ...
1. Vantagens e desvantagens da reprodução assexuada
A reprodução assexuada oferece várias vantagens frente ao seu equivalente sexuado (a reprodução sexuada por semente), quer em condições naturais e seminaturais, quer no âmbito dos agroecossistemas (Quadro 53). As vantagens da reprodução assexuada e da autopoli...
3. Esporogénese e gametogénese
Microsporogénese e microgametogénese Estames com 4 sacos polínicos (tetrasporangiados), 2 sacos por teca, é uma condição ancestral nas angiospérmicas. Secundariamente, algumas famílias têm apenas uma teca com dois sacos polínicos (e.g., Cannaceae, e Malvoidea...
4. Sistemas de reprodução
Definição de sistema de reprodução Sob a designação lata de sistema de reprodução, discutem-se em seguida os aspetos biológicos da expressão sexual (sistemas sexuais) e os sistemas de cruzamento, tendo por referência as plantas com flor. Na bibliografia espec...
5. Polinização (I parte): autopolinização e polinização cruzada
Conceitos de biologia floral e de polinização A hipótese de que as flores promovem ativamente a dispersão do pólen por intermédio de vetores externos – e.g. animais ou vento – e que só assim podem ser compreendidas foi originalmente formulada pelo botânico de...
3. Mecanismos de mudança evolutiva
Variação genética A variação morfológica e funcional dos seres vivos (= variação biológica) tem duas origens: ambiental e genética. A variação por causas ambientais é desenvolvida no ponto «Adaptação e aclimatação». A variação genética está codificada no geno...
4. Unidade de seleção e unidade de evolução
Embora a seleção natural seja essencialmente um processo individualístico (atua ao nível do indivíduo), tanto a evolução como a especiação são processos populacionais. Esta proposição tem uma importância capital em biologia evolutiva, mas a sua elucidação e co...
5. Noções de fitness, sucesso reprodutivo e sucesso evolutivo
A famosíssima frase «survival of the fittest», da autoria do polímata inglês Herbert Spencer (1820-1903), foi tardiamente adotada por Darwin, a conselho de Wallace, como um sinónimo de seleção natural (Mayr, 1982). Na primeira edição de A Origem, Darwin usou o...
6. Tipos de evolução
Macro e microevolução A «descendência com modificação» (Quadro 1) é, na realidade, uma definição de microevolução. A macroevolução engloba modificações evolutivas ocorridas à escala da espécie ou de categorias superiores, como a evolução de grandes linhagens ...
7. Adaptação vs. aclimatação
Clarificação de conceitos «A seleção natural, todos os dias, a toda a hora, escrutina, por todo o mundo, todas as variações, até à mais pequena; rejeitando as más, preservando e incrementando as boas» (Darwin, 1859). A seleção natural introduz no genoma, lent...
8. Evolução de caracteres complexos. Redução e reversão de caracteres
Como se refere no Quadro 1, um carácter é uma característica observável e geneticamente transmissível de um organismo. A teoria da evolução tem uma importante predição: os caracteres complexos evoluem de forma incremental pela acumulação de «pequenas» alteraçõ...
9. Uma explicação evolutiva da sexualidade
A sexualidade é uma apomorfia dos eucariotas, com custos significativos para os indivíduos porque envolve mecanismos (e.g., tradução e replicação do DNA, meiose) e estruturas (e.g., organitos celulares) energeticamente dispendiosos, complexos e sujeitos a erro...