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3. As primeiras plantas terrestres

O ambiente terrestre

Condições ambientais para a terrestrialização

 

Um novo ambiente seletivo

 

Aquisição Evolutiva Descrição e Comentários
Novos mecanismos bioquímicos e genéticos Acumulação de substâncias protetoras contra os efeitos dos raios UV (e.g., esporopolenina e cutina); sistemas de reparação do DNA mais avançados.
Novas adaptações ecofisiológicas Osmorregulação mais avançada; tolerância ou prevenção da dessecação, tolerância ao congelamento e resistência ao calor.
Simbioses radiculares O estabelecimento de simbioses com fungos micorrízicos arbusculares facilitou enormemente a captura de nutrientes nos novos ambientes terrestres.
Meristemas apicais de maior complexidade Presença de meristemas apicais tridimensionais constituídos por pequenas células.
Corpo de maior complexidade Presença de tecidos tridimensionais. Inicialmente prostrado e rente ao solo (talo), com ou sem rizoides (estruturas análogas a raízes); posteriormente com rizoides, cauloides e filídios, de porte ereto ou prostrado. Atinge máxima complexidade nas plantas vasculares.
Revestimento por uma cutícula Uma camada impermeabilizante mais ou menos espessa (ainda fina e incompleta nos ‘briófitos’). Um polímero lipídico, a cutina, é o constituinte mais conhecido da cutícula.
Estomas Poros complexos e reguláveis por onde se realizam todas as trocas gasosas com o exterior; ausentes nas hepáticas (Marchantiidae).
Esporos e esporângios Evolução do esporo, um novo tipo de célula reprodutora revestida por esporopolenina, resistente à dessecação e às radiações UV. A diferenciação do esporo trouxe consigo a invenção de um novo tipo de órgão reprodutor: o esporângio.
Complexificação do sistema reprodutivo Diferenciação de anterídios (órgãos produtores de gâmetas ♂) e de arquegónios (órgãos produtores de gâmetas ♀) envoltos por uma camada de células estéreis (secundariamente reduzidos nos grupos mais evoluídos, e.g., plantas com flor).
Esporófito multicelular e ciclo de vida haplodiplonte Envolveu a retenção do zigoto pelo gametófito materno (haploide), a sua posterior multiplicação por mitose e a diferenciação de um esporófito embriónico (diploide). Esta é a grande característica definidora das plantas terrestres porque a geração diploide dos carófitos ancestrais é exclusivamente unicelular (reduzida ao próprio zigoto).