12. Dormência, quiescência e germinação da semente
| Tipo | Mecanismos e exemplos |
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Dormência física (physical dormancy) |
Dormência imposta pela impermeabilidade do tegumento e/ou do fruto, que inibe a absorção de água e as trocas gasosas com o exterior, ou constrange mecanicamente o embrião (dormência mecânica), impedindo a extrusão da radícula e da plúmula. Exemplos: Anacardiaceae, Bombacaceae, Cannaceae, Cistaceae, Cucurbitaceae, Malvaceae, muitas Fabaceae e Sapindaceae. |
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Dormência fisiológica (physiological dormancy) |
Bloqueio com origem na presença de inibidores químicos (e.g., ácido abscísico), na expressão repressiva de determinados genes ou na ausência de promotores da germinação (e.g., giberelinas). É o tipo dominante nas gimnospérmicas e angiospérmicas. Exemplos: Comum nas Poaceae, Brassicaceae, Rosaceae, Amaranthaceae, Lamiaceae e Asteraceae. |
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Dormência morfológica (morphological dormancy) |
Dormência primária causada pela imaturidade anatómica do embrião no momento da dispersão (o embrião precisa de tempo para crescer na semente antes de germinar). Exemplos: Comum nas Apiaceae, Araceae, Liliaceae, Magnoliaceae e Ranunculaceae. |
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Dormência morfofisiológica (morphophysiological dormancy) |
Associa a imaturidade anatómica do embrião com mecanismos inibidores fisiológicos. Tipo comparativamente menos frequente. |
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Dormência combinada (combinational dormancy) |
Combina, em simultâneo, a dormência física (tegumento impermeável) com a dormência fisiológica (embrião dormente). Exemplos: trevo-subterrâneo (Trifolium subterraneum, Fabaceae). |