Skip to main content

3. Ciclo de vida das angiospérmicas

O ciclo de vida das angiospérmicas encontra-se devidamente esquematizado e explicitado na Figura 336 e na Figura 337. O detalhe morfológico das suas estruturas constituintes foi amplamente apresentado nas secções «Androceu», «Pólen», «Gineceu» e «Primórdio seminal», enquanto os intrincados processos fisiológicos envolvidos na sua reprodução foram escalpelizados no primeiro ponto do macrocapítulo «Reprodução sexuada nas angiospérmicas».

Para rematar a comparação evolutiva entre as duas grandes linhagens de espermatófitos, insiste-se apenas na drástica e eficiente simplificação celular dos gametófitos das angiospérmicas face aos maciços gametófitos das gimnospérmicas, e nessa monumental novidade evolutiva exclusiva das plantas com flor que é a dupla fecundação. Este processo celular ímpar envolve a ação coordenada de dois gâmetas ♂ e a ocorrência quase simultânea de duas singamias (fusões nucleares) distintas no interior do mesmo saco embrionário (Figura 337). A primeira singamia (a fusão de um núcleo espermático com a oosfera haploide) dá origem ao zigoto diploide (2n); a segunda singamia ocorre quando o outro gâmeta ♂ se funde com a célula central binucleada do saco embrionário (n+n) formando-se assim o núcleo primordial de um tecido de reserva de crescimento rápido: o endosperma secundário triploide (3n).