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4. Evolução das plantas com flor no Cretácico: a fora neofítica

 

 

Período Geológico Diversificação Taxonómica (Especiação) Dominância Ecológica (Biomassa e Paisagem) Notas Paleoecológicas

Cretácico Inferior a Médio

(ca. 135–100 Ma)

Explosiva. Rápida divergência entre as principais linhagens e grandes inovações na flor. Marginal (muito baixa). Plantas pequenas, herbáceas ou arbustivas. Restritas a nichos ecológicos pioneiros: sub-bosque perturbado e margens de superfícies de água livre. As gimnospérmicas e os fetos ainda dominam a biomassa dos ecossistemas terrestres.

Cretácico Superior

(ca. 100–66 Ma)

Alta. Consolidação dos grandes clados (eudicotiledóneas, monocotiledóneas). Moderada a crescente. Primeiras incursões no estrato arbóreo. Aumento da abundância local, mas as gimnospérmicas ainda mantêm o domínio estrutural de grande parte das florestas do planeta.

Limite K-Pg

(66 Ma)

Sobrevivência seletiva. Algumas linhagens extinguem-se, mas o clado resiste bem globalmente. Oportunidade ecológica. A extinção em massa dizima os dinossauros (grandes herbívoros) e provoca o colapso das florestas maduras de gimnospérmicas.

Paleogénico e Neogénico

(66 Ma – Presente)

Contínua. Diversificação impulsionada por novos nichos, polinizadores e dispersores. Absoluta. Substituição global. Emergência e consolidação dos biomas modernos (e.g., florestas tropicais húmidas de canópia fechada dominadas inteiramente por angiospérmicas).