O IV Simpósio Nacional de Frutos Secos, uma organização da Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP) e do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos (CNCFS), terá lugar de 17 a 19 de junho de 2026, no Auditório Virgílio Pinto de Andrade, da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Três anos após o III Simpósio Nacional de Frutos Secos, realizado em Faro, em 2022, a SCAP e o CNCFS trazem a debate temas essenciais como:
Evolução e importância económica do setor em Portugal;
Material vegetal e sistemas de produção;
Produção sustentável e contributo do setor para a mitigação das alterações climáticas;
Transformação industrial, inovação em produtos e subprodutos;
Comercialização, exportação e tendências dos mercados, no âmbito das fileiras da alfarrobeira, amendoeira, aveleira, nogueira e pistácio.
A geração de conhecimento científico e tecnológico acontece diariamente, sendo fundamental a sua partilha entre pares, técnicos e produtores no terreno. É desta partilha do conhecimento científico que resulta a oportunidade de incrementar a produção de forma sustentável económica e ambientalmente.
Cada sessão terá início com uma conferência plenária proferida por um orador convidado, seguida de comunicações orais e em painel.
Importância nacional
O setor dos frutos secos (amendoeira, aveleira, castanheiro, pistácio e nogueira) e a alfarrobeira, em Portugal, encontra-se em franco crescimento, impulsionado pela elevada rentabilidade económica e pelo reconhecido valor nutricional destes produtos. Em 2024 a área dedicada à produção de frutos secos ultrapassou os 130 000 hectares, registando uma taxa de crescimento superior a 103 % entre 2010 e 2024 (INE, 2025).
A produção, sobretudo de amendoeira, castanha e noz, constitui em várias regiões do país a principal fonte de rendimento das populações rurais, assegurando não apenas um contributo económico e social significativo, mas também funções essenciais como a preservação da paisagem, a promoção da biodiversidade, a multifuncionalidade, a sustentabilidade ambiental e a criação de emprego.
O setor evidencia um dinamismo notável, marcado pela renovação de pomares tradicionais através da introdução de variedades e porta-enxertos com maior potencial produtivo, pelo investimento em pomares com maiores densidades de plantação, pela expansão do regadio e pela adoção de novas tecnologias de produção, bem como pela modernização e criação de novas unidades de transformação em todas as regiões.
Os portugueses, a par do resto da Europa, demonstram interesse pela melhoria na alimentação através da crescente procura por alimentos 100% naturais, produtos sem corantes e com baixo teor de gordura. Esta procura por alimentos mais saudáveis levou à perda da característica sazonal dos frutos secos e criou uma oportunidade de negócio, nomeadamente através dos snacks saudáveis. O consumo nacional per capita duplicou entre 2012 e 2023.
Destinatários
- Professores e Investigadores
- Técnicos e Empresários Agrícolas
- Estudantes do Ensino Superior