Agricultura conquista jovens

Portugal está a conquistar para a agricultura, em média, cerca de 200 jovens por mês, desde há um ano, revelou ontem a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, na conferência ‘Escolha Portugal’, organizada pelo Correio da Manhã. Instalaram-se mais agricultores num ano do que nos últimos seis, quando se iniciou o programa, sublinhou a ministra ao CM, destacando que até o Algarve está a atrair a atenção dos jovens, que estão a apostar na produção de frutos vermelhos.

“Portugal ainda é deficitário em alguns produtos, mas isso significa que temos mercado interno para crescer”, sublinhou Assunção Cristas na sua intervenção, destacando também o papel que o sector já assume na balança comercial, aumentando as exportações. Trata-se de um “sector com potencial, que resiste melhor do que outros e exporta”, acrescentou.

Assunção Cristas revelou ainda que está a trabalhar, em conjunto com o Ministério da Economia, num pacote legislativo que irá permitir o equilíbrio entre os produtores, a indústria e a distribuição. Trata-se de legislação reguladora que visa equilibrar as relações entre os vários intervenientes no mercado.

As propostas em análise resultam do trabalho desenvolvido no último ano na Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agro-Alimentar (PARCA).

EMPRESAS APOSTAM NA MODERNIZAÇÃO

A conferência, a primeira de um conjunto organizado pelo CM, contou com a participação de algumas das mais bem-sucedidas empresas nacionais, entre as quais a Hortomelão e a Frulact. A experiência destas empresas permitiu dar uma visão dos desafios ganhos com a aposta na inovação: ambas exportam praticamente toda a sua produção. Reforçar a aposta na modernização da produção e apostar na diferenciação dos produtos foram algumas das ideias-chave.

PREMIAR OS CASOS DE SUCESSO

“Não basta dizer que há bons exemplos. É preciso mostrá-los”, sublinhou Assunção Cristas, a propósito da iniciativa ‘Prémio Agricultura 2012’, promovido pelo CM. A ministra acredita ser fundamental dar visibilidade aos casos de sucesso, incentivando assim a produção e a indústria agro-alimentares.

em CM

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IPB promove mel Transmontano através de Simpósio Internacional

O mel transmontano poderá chegar a um maior número de países. O simpósio dedicado à fileira, que terminou ontem, no Instituto Politécnico de Bragança, deu a conhecer o produto a investigadores de mais de 30 países.

Durante o debate a criação de legislação para os produtos da colmeia foi um dos temas em destaque. Os investigadores que passaram por Bragança vão contribuir para a promoção do mel de Trás-os-Montes nos seus países.

Quem o diz é o responsável do IPB pelo Simpósio sobre o mel. Miguel Vilas Boas destaca a importância do simpósio para a comercialização do mel português no estrangeiro. “O mel que vai sair daqui para qualquer um dos 30 países será uma forma de marcar a posição deste mel nestes mesmos países”, frisou. O responsável do IPB defende, ainda, que é preciso valorizar o mel da região, através da diferenciação do produto, e “uma das possibilidades, que se aplica por exemplo ao azeite, onde existe azeite de vários níveis de graduação, como é o caso do azeite extra virgem ou virgem”. “O mel pode vir a ter os níveis da mesma forma, e esses níveis associados a parâmetros de qualidade diferentes”, explicou.

Já Paulo Ventura, da Cooperativa de Produtores de Mel da Terra Quente, sublinha que é prioritário que se faça uma legislação para os produtos da colmeia e destacou a importância do “estabelecimento de parâmetros de qualidade dos produtos”. Os “novos métodos de analisar a qualidade do mel e criação de novos produtos da colmeia” foram também alguns pontos de destaque do produtor.

As propostas de legislação vão agora chegar aos responsáveis da União Europeia.

em Rádio Brigantia

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Agricultura também pode ser actividade desportiva para idosos

A agricultura também pode servir como um bom programa de desporto para os idosos.

O desafio foi lançado, este sábado, na quarta edição do seminário + Idade + Saúde do Instituto Politécnico de Bragança. A pró-reitora da instituição, Anabela Martins, sugeriu que a actividade agrícola seja integrada no programa de desporto com idosos através das hortas de lazer. “Isso constitui uma forma de desporto e convívio para as pessoas se manterem activas de maneira mais saudável e socialmente activa”, refere a responsável, acrescentando que “o programa + Idade + Saúde podia incluir alguma actividade relacionada com as hortas de lazer que poderia traduzir-se em algum apoio às pessoas que têm as suas hortas e que por vezes não fazem os movimentos da maneira mais correcta”.

O coordenador do programa + Idade + Saúde, diz que a proposta vai ser tida em conta mas salienta que alguns participantes já o fazem a título individual. “Temos alguns participantes do programa que já têm uma horta”, revela Miguel Monteiro, explicando que dessa forma “não estamos a praticar desporto, mas estamos a praticar actividade física, pois estão a mexer e é isso que nós queremos para estas idades”. O responsável acrescenta que os próximos desafios passam também por alargar o programa a outros municípios do distrito.“A nossa ideia era conseguir abranger todos os idosos do concelho de Bragança e já não falo do distrito que é mais complicado, mas caso outras câmaras estejam interessadas nós vamos lá a ajudar a implementar o nosso projecto”, afirma.

O programa + Idade + Saúde está activo desde 2006 e conta com a participação de 120 idosos.

em Rádio Brigantia

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Portugal recruta engenheiros agrónomos

Com a taxa de desemprego a manter a sua rota ascendente, Portugal parece estar apostado em reforçar o regresso ao investimento nos seus sectores mais tradicionais. A comprová-lo está a mais recente entrada para o top 10 das profissões com maior procura no Expresso Emprego.

A análise detalha das estatísticas relativas às ofertas publicadas em abril, revela que o país procura engenheiros agrónomos e silvicultores.

A profissão não lidera as oportunidades de trabalho divulgadas – que se mantém ligada às funções mais comerciais – mas a verdade é que a procura de engenheiros agrónomos conseguiu superar, no mês passado, a procura de engenheiros informáticos. Os primeiros puderam tentar a sua sorte em 55 ofertas divulgadas (num total de 464), enquanto os segundos se ficam por 50 oportunidades, a par com os engenheiros físicos e abaixo dos engenheiros do ambiente.

Vendedores, analistas, diretores comerciais continuam a liderar o número de oportunidades de trabalho divulgadas no universo Expresso Emprego (versão impressa e site) que este mês sofreu um ligeiro decréscimo nas ofertas divulgadas registando 464 oportunidades e 52.671 candidaturas durante todo o mês de abril. Mas ainda que o sector da engenharia não lidere o ranking, a terceira posição é sua, em muito devido ao número de ofertas divulgadas para oportunidades de trabalho além-fronteiras.

Os engenheiros portugueses são cada vez mais requisitados para desempenhar funções noutras paragens como Angola, Escócia, Brasil, Moçambique, Noruega, Alemanha e Bélgica. Oportunidades que se alargam também a profissionais de outros sector, como a saúde que em abril ocupou a segunda posição entre os sectores de atividade que mais empregos geraram. O ranking sectorial é liderado pela construção e indústria que registaram, maioritariamente, ofertas laborais para o estrangeiro. Na terceira posição surge o sector do comércio, franchising e vendas, logo seguido pelas tecnologias de informação.

O sector automóvel é o que regista menores oportunidades de trabalho, como espelho das dificuldades que atravessa em território nacional. Entre os que menos ofertas divulgaram estão também os sectores do marketing e publicidade, bem como o sector público. Quem também não tem a vida facilitada são os arquitetos que figuram entre os profissionais que registaram o menor número de ofertas no passado mês. No mesmo ranking – o dos menos procurados pelo mercado – estão também os jornalistas, os advogados, formadores, psicólogos, médicos veterinários, técnicos de redes, rececionistas e tradutores e interpretes.

Durante o mês de abril, o expressoemprego.pt registou 3036 novos registos e 9.644 atualizações de currículos na sua base de dados. O seu público continua a ser maioritariamente feminino e qualificado.

em Expressoemprego

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Transmontanos ofereceram resistência ao modelo de emparcelamento de terrenos agrícolas

O emparcelamento de terrenos agrícolas não avançou na região porque os proprietários das terras não o quiseram. Esta é a convicção do director regional de Agricultura do Norte. Manuel Cardoso sublinha que o modelo de emparcelamento, tal como foi concebido a partir dos anos 50, não tem futuro.

“O emparcelamento tal como o conhecemos e era concebido de acordo com o que foram as teorias formadas a partir dos anos 50, hoje em dia não tem hipótese. O país está a viver uma conjuntura que não permite esse tipo de emparcelamento. Houve projectos que conseguiram inclusivamente estar financiados, tinham dinheiro à disposição para poderem concluir a última fase e nessa fase as pessoas das respectivas aldeias não quiseram”.

Contudo, o responsável acredita que o problema do emparcelamento poderá ficar resolvido em Trás-os-Montes com a bolsa de terras, uma lei que vai ser discutida em Assembleia da República partir do próximo dia 3. Para Manuel Cardoso este poderá ser o “o ovo de Colombo”, ou seja, a solução que faltava, uma vez que não obriga os agricultores a mudarem-se para um local diferente daquele onde se situam as suas propriedades, como acontecia no modelo tradicional.

“Muitas vezes havia razões sentimentais que faziam com que as pessoas não quisessem executar o projecto porque tinham herdado aqueles terrenos de familiares. Com a bolsa de terras as pessoas continuam a ser donas dos seus terrenos todos. O que acontece é que não podendo ou não querendo lavrá-las podem pô-las à disposição da bolsa de terras e poderão ser utilizadas por outras pessoas. Quem arrenda as terras pode reavê-las, assim como os seus direitos, quando quiserem desde que seja dentro dos prazos estabelecidos pela bolsa de terras”.

O representante do Ministério da Agricultura está convicto de que esta lei poderá estar na base de uma revolução agrária. “Para muitas explorações agrícolas não é apenas o ponto-chave. Pode ser a razão do sucesso dessas explorações agrícolas. Estou-me a lembrar daquelas que têm pouca dimensão para o número de cabeças de gado que queiram criar ou tenham pouca dimensão para o tipo de culturas que queiram fazer. Penso que podemos estar diante de uma revolução agrária, se assim lhe quisermos chamar”, acrescentou.

A questão do emparcelamento agrícola foi um dos temas do debate sobre o Interior promovido na Expo Trás-os-Montes que decorreu no fim-de-semana em Bragança.

em Rádio Brigantia

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Portugal já importa 28,9 por cento das necessidades de madeira de pinho

A falta de madeira de pinho provocou um aumento nas importações das indústrias nacionais que se cifra actualmente em 28,9 por cento, apesar das grandes áreas «desaproveitadas» que continuam a existir.

Segundo dados do Centro PINUS, associação para a valorização da floresta nacional de pinho, a necessidade de importação da indústria dos painéis e papel da fileira do pinho passou de 2,8 para 28,9 por cento nos últimos cinco anos.

«Fazendo com que o excelente desempenho destas indústrias, especialmente importante no actual contexto económico, acabe por ter um impacto positivo menor na balança comercial», explicou João Gonçalves, presidente daquela instituição, criada em 1998 face à escassez de matéria-prima florestal.

Entre os associados do Centro PINUS encontram-se os maiores consumidores industriais, que representam 90 por cento do consumo da fileira tradicional do pinho, além de produtores florestais.

Considerando «urgente» reverter o actual cenário, João Gonçalves defende uma «intervenção imediata» por parte do Estado «nas áreas de floresta de pinho de regeneração natural sob sua gestão, aproveitando uma riqueza que a natureza oferece».

«Há grandes áreas florestais desaproveitadas, que comprometem a performance da indústria da fileira florestal, uma das que mais contribui para o Valor Acrescentado Bruto Nacional», explicou.

A preocupação actual centra-se no «elevado potencial dos recursos florestais» e nas «consequências do seu desaproveitamento» nestas áreas.

Uma das características do pinheiro bravo é a sua fácil regeneração, por semente, após incêndio ou corte final, permitindo «um enorme potencial produtivo com um investimento muito inferior ao de uma nova plantação».

O Centro PINUS garante que Portugal dispõe actualmente de uma área «considerável de floresta de pinho em regeneração natural, na sequência de cortes finais ou incêndios, designadamente os grandes incêndios de 2003 e 2005».

Além disso, de acordo com os dados do último Inventário Florestal Nacional, de 2006, a área de regeneração natural poderá ascender a 150 mil hectares.

Fonte: Lusa

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Cavaco Silva defende repovoamento agrário do interior do país

O presidente da República Cavaco Silva defendeu, este sábado, em Sabrosa, uma estratégia de desenvolvimento e um programa de repovoamento agrário do interior para combater o envelhecimento, o despovoamento e o abandono das terras.
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Foi neste concelho duriense que defendeu que tem que haver no país “uma estratégia para a valorização do interior por forma a conseguir combater o envelhecimento das populações, o despovoamento, o abandono das terras e a queda da produção”.

Estratégia essa que tem que ter como protagonistas os autarcas e os empreendedores locais, pela proximidade e melhor conhecimento das riquezas e produtos locais. Mas a estes, diz Cavaco, têm que se juntar também os poderes públicos que têm que “conduzir uma política que favoreça a instalação e a permanência das empresas”.

“É preciso que os poderes públicos prestem uma atenção particular ao mundo rural”, salientou.

Por isso mesmo, o Chefe de Estado defendeu que é também necessário desenvolver um “programa de repovoamento agrário”, criando condições para que os jovens sejam atraídos para a agricultura e se instalem como empresários agrícolas.

“É preciso fazer os possíveis, utilizando fundos comunitários, para um verdadeiro repovoamento agrário do interior do nosso país, porque se partirem os agricultores então quem fica”, questionou Cavaco Silva.

Mas é também preciso, acrescentou, que no interior do país existam “cidades fortes, que sejam polos de desenvolvimento para toda a região”.
(…)

em JN, 2012-03-18

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Escolas públicas agrícolas. Há 4 mil alunos de galochas e enxada o ano inteiro

Nos últimos quatro anos, as matrículas nas escolas públicas agrícolas tiveram uma subida superior a 200%. Resta ver se este apelo do campo é mesmo para durar
Há escolas do ensino público onde os alunos têm de trocar ténis por galochas, lápis por enxadas, salas de aula por suiniculturas, pavilhões de desporto por prados verdes com cabras e vacas leiteiras. Se os miúdos das outras escolas desconfiassem que uns quantos colegas seus, em vez de aprenderem dentro das salas, ficam boa parte do tempo à solta nos campos, roíam–se de inveja. São quatro mil alunos a frequentar 14 escolas profissionais agrícolas da rede do Ministério da Educação. São poucos, mas eram muito menos há quatro anos, quando não ultrapassavam os 1700 estudantes a frequentar cursos que dão equivalência ao 9.º ou 12.º ano.

A Escola Profissional de Agricultura de Marco de Canaveses tinha 80 alunos em 2007 e hoje são 200. O número de estudantes cresceu em dois anos de 120 para 330 na Escola de Cister, em Alcobaça. A Escola de Carvalhais (Mirandela) tinha em 2009-2010 uma centena de estudantes e neste ano lectivo são 314. Poder-se–ia continuar a enumerar os casos, que em “quase todas as escolas a subida é expressiva”, garante Luís Barradas, dirigente da Associação Portuguesa de Escolas Profissionais Agrícolas e director da Escola Agrícola de Serpa.

O que se passa com estes miúdos que de súbito querem aprender como se cultiva tomate, como se conduz um tractor ou como se tira o leite a uma vaca? “O desinteresse era natural, tendo em conta que se vendeu a ideia de que podíamos viver sem o sector primário e continuaríamos a crescer sem produzir”, critica o director da Escola Profissional de Agricultura de Carvalhais, Manuel Pereira. Mais do que indiferença, foi um “complexo” que intimidou as gerações mais novas, conta Victor Manuel Vítor, da Escola de Marco de Canaveses. Uma mudança no discurso político e também uma maior visibilidade da agricultura na televisão terão contribuído para despertar esse “novo apelo do campo”. E agora as escolas agrícolas estão a renascer, ampliando espaços, requalificando salas e apostando em novos projectos. Em quase nada são parecidas com os outros estabelecimentos da rede pública. Produzem leite, vinho, azeite, queijos, cultivam frutas, hortícolas, cereais, criam porcos, cabras, vacas ou ovelhas.

Tudo o que produzem é vendido a empresas, habitantes ou cadeias de supermercados. As receitas servem para investir em obras, comprar e manter a maquinaria ou compensar as perdas com produções não rentáveis. “Se há coisa que estas escolas não podem ser é auto-sustentáveis, pois o ensino não é compatível com uma produção rentável”, avisa José Aires da Silva, director da Escola Agrícola D. Dinis, em Odivelas. As escolas agrícolas não dão lucro – esclarecem os directores –, mas o certo é que se transformaram num dos principais fornecedores das populações que habitam à sua volta. Todas as terças e quintas-feiras, logo pela manhã, a escola de Alcobaça deixa entrar os habitantes que vêm comprar alfaces, feijão, couves ou vinho.

Em Marco de Canaveses, os moradores da aldeia de Rosém não têm dia para aparecer, embora boa parte dos produtos da escola sejam comprados pelos próprios alunos, que aos fins-de-semana regressam a casa carregados de encomendas para a família. As pipas de vinho abastecem os restaurantes da cidade, o leite vai todo para uma união de cooperativas e boa parte da fruta é vendida a outras escolas.

Em Mirandela é mais fácil ir às compras, pois o minimercado e a queijaria da escola estão abertos todos os dias. A produção de queijos deu origem a uma microempresa gerida pelos alunos, que apostaram no público infantil ao inventarem queijos com sabor a gomas, chocolate ou nozes. Manuel Pereira conta que, no total, a Escola de Carvalhais angaria cerca de 150 mil euros de receitas anuais, investidos na requalificação dos edifícios, na maquinaria ou em adubos. “Parece pouco, mas faz diferença se tivermos em conta que o orçamento anual que o ministério atribui à escola é pouco mais de nove mil euros.”

em i

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Castanhas precisam de um clique

O negócio da castanha precisa de um clique como aconteceu com o do vinho. Quem o defende é o presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, que falava no encerramento do Fórum da Castanha e do Castanheiro, à margem da Norcaça, Norpesca e Norcastanha.

“O que me pareceu é que houve um conjunto de factores que permitiu ao vinho ter a expansão que teve. Houve um programa de apoio, o Ruris, e a nível de ensino superior apostou-se na formação. A qualidade acabou por afirmar-se. Acho que falta esse clique de conjugação de esforços a nível dos diversos sectores, do aumento da produção e da investigação as instituições de ensino superior, que têm de investigar mais o controlo das pragas e doenças.” Sobrinho Teixeira defende mesmo um aumento de produção para que possa aparecer mercado para a castanha.

“Se tivermos um aumento da produção teremos uma abertura dos mercados.”

Presente no encerramento deste fórum esteve o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, que defendeu um maior envolvimento das instituições de ensino superior e do próprio consumidor português.

“A comunidade científica, liderada pelo IPB e pela UTAD, dão mais segurança às pessoas que querem investir. E tenho feito um esforço para convencer não apenas os agricultores mas também os consumidores, para consumirem o que é português e é bom.”

Ideias defendidas no IX Fórum da castanha.

em Rádio Brigantia

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Ganhe com o aumento da procura sobre a agricultura

O crescimento da população mundial, associado às mudanças nos hábitos de consumo nos países emergentes, abre boas oportunidades de investimento na agricultura. Em entrevista ao Negócios, Michéal Ramirez, especialista de produto da estratégia do RCM Global Agricultural Trends, defende a aposta no sector.

O aumento da procura mundial, suportado pelo crescimento da classe média nos países emergentes, deverá impulsionar o investimento no sector da agricultura. Em entrevista ao Negócios, Michéal Ramirez, especialista de produto da estratégia do fundo RCM Global Agricultural Trends, defende que, para responder ao crescimento da população mundial e ao aumento da procura, o sector agrícola necessita de grandes investimentos, gerando oportunidades atractivas.

De acordo com as estimativas das Nações Unidas, em 2050 a população mundial deverá ser de nove mil milhões de pessoas. São mais três mil milhões que os seis mil milhões existentes em 2007. Associado ao forte aumento populacional, que exige um aumento substancial da produção de bens alimentares e lança desafios ao nível da produtividade no sector, há que ter, ainda, em conta a utilização de “commodities” agrícolas para a produção de biocombustíveis.

Para Michéal Ramirez, esta realidade abre oportunidades de investimento interessantes a dois níveis. Por um lado, através de empresas que fornecem produtos para a produção de alimentos e, por outro lado, em companhias na área da distribuição.

“Por um lado, vemos oportunidades nas empresas que fornecem produtos para a produção de comida, fornecem fertilizantes, sistemas de irrigação para ajudar os agricultores a produzir comida de forma mais eficiente”, explicou o responsável. Já do lado do consumo, Michéal Ramirez identifica bons investimentos em “companhias que estão a fornecer comida nos mercados emergentes e empresas envolvidas na distribuição”.

Apesar do momento conturbado que os mercados accionistas atravessam, o responsável considera que o “desequilíbrio na oferta a longo prazo” justifica o investimento no sector agrícola. “Tem que se produzir 17% mais comida do que produzimos hoje”, adiantou Michéal Ramirez.

Actualmente, as empresas de fertilizantes recolhem a preferência, devido aos desafios em termos de eficiência na produtividade e à procura crescente dos mercados emergentes. “Dado o crescimento da procura, particularmente de países como o Brasil, a procura de fertilizantes é forte e vai continuar a ser forte”, realçou o especialista.

No entanto, mais do que uma questão de produzir mais comida, o especialista alerta que o sector agrícola tem pela frente um desafio. Também tem que se pensar como responder às mudanças no consumo nos mercados emergentes, destaca.

Além disso,o sector depara-se com a necessidade de melhorar a eficiência na produção, o que exige um maior investimento em novas tecnologias agrícolas. De acordo com Michéal Ramirez, a produtividade na agricultura caiu de 2% para 1,3% nos últimos 20 anos, ao mesmo tempo que o limite de intensificação agrícola já foi atingido no mundo desenvolvido, desafios que favorecem a aposta em títulos de empresas do sector.

Em termos geográficos, o responsável está optimista para o continente asiático, apesar de os EUA serem a região que capta mais investimento no portefólio do fundo. Um factor justificado pela aposta em duas empresas americanas que se dedicam aos fertilizantes: a Potash Corporation of Saskatchewan e a CF Industries.

O milho e o óleo de palma são das matérias-primas que recolhem a preferência do gestor, actualmente. Também as margens dos frangos nos EUA deverão beneficiar com uma menor oferta, uma vez que “vai haver uma racionalização no fornecimento de frango nos EUA”.

Volatilidade vai continuar
Com o investimento centrado em acções de empresas do sector da agricultura, o património investido neste tipo de fundos está exposto às oscilações do mercado accionista. Perante a actual conjuntura, a negociação deverá permanecer marcada pelos elevados níveis de volatilidade, devido ao clima de instabilidade e incerteza nas bolsas.

Michéal Ramirez realça que “a volatilidade vai permanecer elevada”, enquanto não existir um plano concreto para conter a crise da dívida soberana. Porém, destaca que, a longo prazo, os fundamentais do investimento permanecem intactos, identificando espaço para valorizações.

Para o responsável, as acções de empresas ligadas ao sector agrícola são menos voláteis do que as matérias-primas agrícolas e gerou melhores retornos, ajustados ao risco. Apesar das quedas a 12 meses, a três anos o fundo rende mais de 12%.

Fundos de agricultura rendem mais de 16% a três anos

Os fundos que investem em acções do sector da agricultura registam desvalorizações nos últimos 12 meses. Ainda assim, a três anos estes produtos acumulam retornos superiores a 16%. A América do Norte é a região que capta mais investimento das carteiras.

em Jornal Negocios

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