Espera-se ano de boa castanha

Não se esperam quebras na produção de castanha, este ano, na região. A expectativa é da ARBOREA, a Associação Agro-florestal da Terra Fria. O presidente acredita que este será um bom ano para o sector. “Penso que este ano haverá melhor e mais castanha do que no ano passado. Pode dizer-se que é um ano que alimenta algumas esperanças”, refere Eduardo Roxo. O único problema verificado é mesmo o atraso na maturação do fruto. “A castanha está bastante atrasada pois só agora é que começa a aparecer a variedade mais temporã”, revela, mas “está a aparecer com um calibre razoável e menos bichada”. Quanto àquelas que aparecem mais tarde “ainda não temos uma ideia muito precisa porque os ouriços ainda estão muito atrasados”, acrescenta o responsável.
Declarações feitas à margem de um seminário sobre o castanheiro que decorreu este sábado em Vinhais, organizado pela Montesinho em parceria com o Parque Biológico.
As doenças como a tinta e o cancro foi um dos temas abordado e que, segundo Eugénia Gouveia, docente do IPB, está a preocupar os investigadores devido à sua propagação. “O problema está a aumentar, mas não é uma situação nova. Há anos em que acontece mais do que noutros, mas a morte do castanheiro continua e isso é preocupante porque não há solução em lado nenhum do mundo”, considera, salientando que “não temos qualquer contabilização. Não sabemos quanto aumenta, mas sabemos que aumenta”.
A aposta passa, por isso, pela prevenção e a gestão dos solos, como defende Manuel Ângelo Rodrigues, outro docente do IPB. “Está demonstrado que a forma como se faz a gestão do solo tem alguma influência, não na erradicação da doença, mas sobretudo na contenção da disseminação da doença da tinta”, afirma. “Ser conseguirmos que a doença evolua a um ritmo mais suave, já será uma boa conquista”, conclui. A mobilização e a fertilização dos solos pode também contribuir para a melhoria da produção.
em Rádio Brigantia

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O mistério da morte de abelhas em Portugal

Há relatos de perdas de abelhas, mas não existem estudos sobre a Síndrome do Colapso das Colónias em Portugal. A Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) estima que os criadores de abelhas não estejam a conseguir repor metade das perdas dos efectivos que, normalmente, acontecem na época de pousio e que costumam rondar os 20%. Mas nada garante que este problema esteja relacionado com o fenómeno.

 

A FNAP promoveu uma investigação que pode ajudar a compreender a síndrome. Executado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Évora e pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, sob a coordenação científica do Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, o projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN) está a traçar o perfil epidemiológico actual da nosemose no território português.

A coordenadora do projecto, Sância Pires, revelou à swissinfo.ch o que é possível extrair, para já, dos resultados intermédios:  “Foram detectadas amostras com resultados positivos, ou seja, foi identificada a presença de esporos de nosema em todos os distritos do país, o que permite sugerir que, neste momento, a única espécie causadora de nosemose em Portugal Continental é o nosema ceranae”. Trata-se de um agente que vários investigadores relacionam com a Síndrome do Colapso das Colónias.
Sância Pires diz que ainda é cedo para tirar conclusões sobre uma eventual relação de causalidade entre o nosema ceranane e o fenómeno, uma vez que até à data não há evidências científicas da existência da síndrome em Portugal. Decorridos dois anos de investigação, continua em aberto a questão:  “O nosema ceranae causa a Síndrome do Colapso das Colónias isoladamente ou em combinação sinergética com outros factores, tais como outras doenças, doenças do habitat ou insuficiência dos recursos alimentares.”

Os dados resultantes da aplicação do questionário, que seguiu o modelo utilizado pela rede internacional de cientistas COLOSS e que aborda, entre outras questões, a mortalidade das colónias, ainda “vão ser submetidos a um estudo estatístico, que permitirá, posteriormente, revelar as evidências científicas que resultam da sua interpretação”.

 

Sância Pires, coordenadora do projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN).Sância Pires, coordenadora do projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN). (Divulgação)

“Não sei por que razão nos andam a enganar”

“A grande dificuldade é não ter dados. Nós sabemos que há perdas. Não sei por que razão é que nos andam a enganar”, afirma o presidente da FNAP. Manuel Gonçalves explica que os poucos dados a que tem acesso apontam para uma manutenção do efectivo apícola a nível nacional nos últimos nove anos, apesar de ter havido “mais pessoas a entrarem na fileira” e de “todos os outros apicultores terem crescido, porque o mercado do mel está favorável”.

Para além de promover a investigação, a FNAP vai fazendo “mais pressão sobre a tutela do que trabalho efectivo, porque no aspecto sanitário, em Portugal, não é possível fazer nada  sem autorização, acompanhamento e a validação da Direcção-Geral de Veterinária”. E dá um exemplo: “São feitas colheitas trimestrais pelas organizações de produtores junto dos apicultores, para ver a evolução em termos de doenças e de problemas sanitários de desaparecimento das abelhas, mas nós não conseguimos avaliar nada, uma vez que as perdas não são oficialmente contabilizadas”.

 

O apicutor José Miranda de Oliveira tem muita experiência e ideias. O apicutor José Miranda de Oliveira tem muita experiência e ideias. (Filipa Soares)

“Não tenho sido afectado por esse fenómeno”

José Miranda de Oliveira tem conhecimento da existência da Síndrome do Colapso das Colónias, mas garante que o fenómeno ainda não bateu à sua porta. Este apaixonado pela apicultura, que tem colmeias desde pequeno, “mas em maior quantidade há cerca de 40 anos”, mostrou à swissinfo.ch, que mesmo nesta altura, “em que o número de abelhas é já bastante diminuto, a criação está saudável, as colmeias estão bem povoadas”.
Apesar de referir que não tem habilitações técnico-científicas para o fazer, Oliveira dá a sua opinião sobre o que está por trás do desaparecimento das abelhas: “É essencialmente derivado da introdução de produtos agressivos nas colmeias. Para eliminar a varroa temos de utilizar acaricidas leves e que não tenham outras substâncias. Tenho conhecimento que há apicultores que usam remédio do escaravelho”.

O apicultor acrescenta que “as próprias ceras são contaminadas”, pelo que é importante “meter, todos os anos, uns quadros novos nos ninhos para que haja mais saúde na colónia”.

Há investigadores que acreditam que na origem da síndrome está uma sinergia entre vários factores, como a varroa, má gestão, má nutrição e pesticidas adicionais.

 

Filipa Soares, swissinfo.ch
Porto

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Jovem investe 100 mil para provar que a agricultura tem futuro

Um jovem de 23 anos, de Penafiel, finalista de agronomia em Coimbra, investiu mais de 100.000 euros numa exploração de vinha e de milho para provar que a agricultura tem futuro em Portugal.

«Sonhei, desde pequeno, estar ligado à área, primeiro como veterinário e agora isto», disse à Lusa, enquanto mostrava, orgulhoso, a sua exploração em S. Mamede de Recesinhos.

«Os terrenos são dos meus pais, mas o investimento que aqui vê foi idealizado por mim», contou.

Filho de lavradores ainda no ativo, Luís Landreiras acredita que Portugal, em especial a região norte, tem grande potencial agrícola, convicção que, frisou, tem consolidado na formação académica, em engenharia agrónoma, que está quase a concluir.

«Sempre ouvimos, aqui na terra, que a agricultura era empobrecer alegremente. Lá [na faculdade], o primeiro impacto é que a agricultura é importante para o nosso país e para o mundo. Isso abriu-me os olhos e a perspetiva de uma vida ligada a isto», afirmou.

«Podemos ser autossuficientes em grande parte das coisas», lembrou, criticando que o país ainda tenha apoios à não produção, obrigando à importação e ao abandono dos terrenos férteis.

Sentado no trator, alertou, preocupado: «Hoje vemos terrenos abandonados, há fome e compramos tudo aos países estrangeiros».

Para provar que a agricultura também pode ser um “futuro risonho” para os jovens, Luís avançou com uma candidatura ao programa Vitis, num valor superior a 100.000 euros, para plantação de seis hectares de vinha, com as castas de vinho verde de melhor qualidade na região.

Decidiu não solicitar o apoio da banca, optando por pedir o dinheiro emprestado aos familiares, enquanto aguarda, por entre “um mar de papelada”, receber a comparticipação.

em TSF

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Agricultura conquista jovens

Portugal está a conquistar para a agricultura, em média, cerca de 200 jovens por mês, desde há um ano, revelou ontem a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, na conferência ‘Escolha Portugal’, organizada pelo Correio da Manhã. Instalaram-se mais agricultores num ano do que nos últimos seis, quando se iniciou o programa, sublinhou a ministra ao CM, destacando que até o Algarve está a atrair a atenção dos jovens, que estão a apostar na produção de frutos vermelhos.

“Portugal ainda é deficitário em alguns produtos, mas isso significa que temos mercado interno para crescer”, sublinhou Assunção Cristas na sua intervenção, destacando também o papel que o sector já assume na balança comercial, aumentando as exportações. Trata-se de um “sector com potencial, que resiste melhor do que outros e exporta”, acrescentou.

Assunção Cristas revelou ainda que está a trabalhar, em conjunto com o Ministério da Economia, num pacote legislativo que irá permitir o equilíbrio entre os produtores, a indústria e a distribuição. Trata-se de legislação reguladora que visa equilibrar as relações entre os vários intervenientes no mercado.

As propostas em análise resultam do trabalho desenvolvido no último ano na Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agro-Alimentar (PARCA).

EMPRESAS APOSTAM NA MODERNIZAÇÃO

A conferência, a primeira de um conjunto organizado pelo CM, contou com a participação de algumas das mais bem-sucedidas empresas nacionais, entre as quais a Hortomelão e a Frulact. A experiência destas empresas permitiu dar uma visão dos desafios ganhos com a aposta na inovação: ambas exportam praticamente toda a sua produção. Reforçar a aposta na modernização da produção e apostar na diferenciação dos produtos foram algumas das ideias-chave.

PREMIAR OS CASOS DE SUCESSO

“Não basta dizer que há bons exemplos. É preciso mostrá-los”, sublinhou Assunção Cristas, a propósito da iniciativa ‘Prémio Agricultura 2012’, promovido pelo CM. A ministra acredita ser fundamental dar visibilidade aos casos de sucesso, incentivando assim a produção e a indústria agro-alimentares.

em CM

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IPB promove mel Transmontano através de Simpósio Internacional

O mel transmontano poderá chegar a um maior número de países. O simpósio dedicado à fileira, que terminou ontem, no Instituto Politécnico de Bragança, deu a conhecer o produto a investigadores de mais de 30 países.

Durante o debate a criação de legislação para os produtos da colmeia foi um dos temas em destaque. Os investigadores que passaram por Bragança vão contribuir para a promoção do mel de Trás-os-Montes nos seus países.

Quem o diz é o responsável do IPB pelo Simpósio sobre o mel. Miguel Vilas Boas destaca a importância do simpósio para a comercialização do mel português no estrangeiro. “O mel que vai sair daqui para qualquer um dos 30 países será uma forma de marcar a posição deste mel nestes mesmos países”, frisou. O responsável do IPB defende, ainda, que é preciso valorizar o mel da região, através da diferenciação do produto, e “uma das possibilidades, que se aplica por exemplo ao azeite, onde existe azeite de vários níveis de graduação, como é o caso do azeite extra virgem ou virgem”. “O mel pode vir a ter os níveis da mesma forma, e esses níveis associados a parâmetros de qualidade diferentes”, explicou.

Já Paulo Ventura, da Cooperativa de Produtores de Mel da Terra Quente, sublinha que é prioritário que se faça uma legislação para os produtos da colmeia e destacou a importância do “estabelecimento de parâmetros de qualidade dos produtos”. Os “novos métodos de analisar a qualidade do mel e criação de novos produtos da colmeia” foram também alguns pontos de destaque do produtor.

As propostas de legislação vão agora chegar aos responsáveis da União Europeia.

em Rádio Brigantia

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Agricultura também pode ser actividade desportiva para idosos

A agricultura também pode servir como um bom programa de desporto para os idosos.

O desafio foi lançado, este sábado, na quarta edição do seminário + Idade + Saúde do Instituto Politécnico de Bragança. A pró-reitora da instituição, Anabela Martins, sugeriu que a actividade agrícola seja integrada no programa de desporto com idosos através das hortas de lazer. “Isso constitui uma forma de desporto e convívio para as pessoas se manterem activas de maneira mais saudável e socialmente activa”, refere a responsável, acrescentando que “o programa + Idade + Saúde podia incluir alguma actividade relacionada com as hortas de lazer que poderia traduzir-se em algum apoio às pessoas que têm as suas hortas e que por vezes não fazem os movimentos da maneira mais correcta”.

O coordenador do programa + Idade + Saúde, diz que a proposta vai ser tida em conta mas salienta que alguns participantes já o fazem a título individual. “Temos alguns participantes do programa que já têm uma horta”, revela Miguel Monteiro, explicando que dessa forma “não estamos a praticar desporto, mas estamos a praticar actividade física, pois estão a mexer e é isso que nós queremos para estas idades”. O responsável acrescenta que os próximos desafios passam também por alargar o programa a outros municípios do distrito.“A nossa ideia era conseguir abranger todos os idosos do concelho de Bragança e já não falo do distrito que é mais complicado, mas caso outras câmaras estejam interessadas nós vamos lá a ajudar a implementar o nosso projecto”, afirma.

O programa + Idade + Saúde está activo desde 2006 e conta com a participação de 120 idosos.

em Rádio Brigantia

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Portugal recruta engenheiros agrónomos

Com a taxa de desemprego a manter a sua rota ascendente, Portugal parece estar apostado em reforçar o regresso ao investimento nos seus sectores mais tradicionais. A comprová-lo está a mais recente entrada para o top 10 das profissões com maior procura no Expresso Emprego.

A análise detalha das estatísticas relativas às ofertas publicadas em abril, revela que o país procura engenheiros agrónomos e silvicultores.

A profissão não lidera as oportunidades de trabalho divulgadas – que se mantém ligada às funções mais comerciais – mas a verdade é que a procura de engenheiros agrónomos conseguiu superar, no mês passado, a procura de engenheiros informáticos. Os primeiros puderam tentar a sua sorte em 55 ofertas divulgadas (num total de 464), enquanto os segundos se ficam por 50 oportunidades, a par com os engenheiros físicos e abaixo dos engenheiros do ambiente.

Vendedores, analistas, diretores comerciais continuam a liderar o número de oportunidades de trabalho divulgadas no universo Expresso Emprego (versão impressa e site) que este mês sofreu um ligeiro decréscimo nas ofertas divulgadas registando 464 oportunidades e 52.671 candidaturas durante todo o mês de abril. Mas ainda que o sector da engenharia não lidere o ranking, a terceira posição é sua, em muito devido ao número de ofertas divulgadas para oportunidades de trabalho além-fronteiras.

Os engenheiros portugueses são cada vez mais requisitados para desempenhar funções noutras paragens como Angola, Escócia, Brasil, Moçambique, Noruega, Alemanha e Bélgica. Oportunidades que se alargam também a profissionais de outros sector, como a saúde que em abril ocupou a segunda posição entre os sectores de atividade que mais empregos geraram. O ranking sectorial é liderado pela construção e indústria que registaram, maioritariamente, ofertas laborais para o estrangeiro. Na terceira posição surge o sector do comércio, franchising e vendas, logo seguido pelas tecnologias de informação.

O sector automóvel é o que regista menores oportunidades de trabalho, como espelho das dificuldades que atravessa em território nacional. Entre os que menos ofertas divulgaram estão também os sectores do marketing e publicidade, bem como o sector público. Quem também não tem a vida facilitada são os arquitetos que figuram entre os profissionais que registaram o menor número de ofertas no passado mês. No mesmo ranking – o dos menos procurados pelo mercado – estão também os jornalistas, os advogados, formadores, psicólogos, médicos veterinários, técnicos de redes, rececionistas e tradutores e interpretes.

Durante o mês de abril, o expressoemprego.pt registou 3036 novos registos e 9.644 atualizações de currículos na sua base de dados. O seu público continua a ser maioritariamente feminino e qualificado.

em Expressoemprego

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