Portugal recruta engenheiros agrónomos

Com a taxa de desemprego a manter a sua rota ascendente, Portugal parece estar apostado em reforçar o regresso ao investimento nos seus sectores mais tradicionais. A comprová-lo está a mais recente entrada para o top 10 das profissões com maior procura no Expresso Emprego.

A análise detalha das estatísticas relativas às ofertas publicadas em abril, revela que o país procura engenheiros agrónomos e silvicultores.

A profissão não lidera as oportunidades de trabalho divulgadas – que se mantém ligada às funções mais comerciais – mas a verdade é que a procura de engenheiros agrónomos conseguiu superar, no mês passado, a procura de engenheiros informáticos. Os primeiros puderam tentar a sua sorte em 55 ofertas divulgadas (num total de 464), enquanto os segundos se ficam por 50 oportunidades, a par com os engenheiros físicos e abaixo dos engenheiros do ambiente.

Vendedores, analistas, diretores comerciais continuam a liderar o número de oportunidades de trabalho divulgadas no universo Expresso Emprego (versão impressa e site) que este mês sofreu um ligeiro decréscimo nas ofertas divulgadas registando 464 oportunidades e 52.671 candidaturas durante todo o mês de abril. Mas ainda que o sector da engenharia não lidere o ranking, a terceira posição é sua, em muito devido ao número de ofertas divulgadas para oportunidades de trabalho além-fronteiras.

Os engenheiros portugueses são cada vez mais requisitados para desempenhar funções noutras paragens como Angola, Escócia, Brasil, Moçambique, Noruega, Alemanha e Bélgica. Oportunidades que se alargam também a profissionais de outros sector, como a saúde que em abril ocupou a segunda posição entre os sectores de atividade que mais empregos geraram. O ranking sectorial é liderado pela construção e indústria que registaram, maioritariamente, ofertas laborais para o estrangeiro. Na terceira posição surge o sector do comércio, franchising e vendas, logo seguido pelas tecnologias de informação.

O sector automóvel é o que regista menores oportunidades de trabalho, como espelho das dificuldades que atravessa em território nacional. Entre os que menos ofertas divulgaram estão também os sectores do marketing e publicidade, bem como o sector público. Quem também não tem a vida facilitada são os arquitetos que figuram entre os profissionais que registaram o menor número de ofertas no passado mês. No mesmo ranking – o dos menos procurados pelo mercado – estão também os jornalistas, os advogados, formadores, psicólogos, médicos veterinários, técnicos de redes, rececionistas e tradutores e interpretes.

Durante o mês de abril, o expressoemprego.pt registou 3036 novos registos e 9.644 atualizações de currículos na sua base de dados. O seu público continua a ser maioritariamente feminino e qualificado.

em Expressoemprego

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