Transmontanos ofereceram resistência ao modelo de emparcelamento de terrenos agrícolas

O emparcelamento de terrenos agrícolas não avançou na região porque os proprietários das terras não o quiseram. Esta é a convicção do director regional de Agricultura do Norte. Manuel Cardoso sublinha que o modelo de emparcelamento, tal como foi concebido a partir dos anos 50, não tem futuro.

“O emparcelamento tal como o conhecemos e era concebido de acordo com o que foram as teorias formadas a partir dos anos 50, hoje em dia não tem hipótese. O país está a viver uma conjuntura que não permite esse tipo de emparcelamento. Houve projectos que conseguiram inclusivamente estar financiados, tinham dinheiro à disposição para poderem concluir a última fase e nessa fase as pessoas das respectivas aldeias não quiseram”.

Contudo, o responsável acredita que o problema do emparcelamento poderá ficar resolvido em Trás-os-Montes com a bolsa de terras, uma lei que vai ser discutida em Assembleia da República partir do próximo dia 3. Para Manuel Cardoso este poderá ser o “o ovo de Colombo”, ou seja, a solução que faltava, uma vez que não obriga os agricultores a mudarem-se para um local diferente daquele onde se situam as suas propriedades, como acontecia no modelo tradicional.

“Muitas vezes havia razões sentimentais que faziam com que as pessoas não quisessem executar o projecto porque tinham herdado aqueles terrenos de familiares. Com a bolsa de terras as pessoas continuam a ser donas dos seus terrenos todos. O que acontece é que não podendo ou não querendo lavrá-las podem pô-las à disposição da bolsa de terras e poderão ser utilizadas por outras pessoas. Quem arrenda as terras pode reavê-las, assim como os seus direitos, quando quiserem desde que seja dentro dos prazos estabelecidos pela bolsa de terras”.

O representante do Ministério da Agricultura está convicto de que esta lei poderá estar na base de uma revolução agrária. “Para muitas explorações agrícolas não é apenas o ponto-chave. Pode ser a razão do sucesso dessas explorações agrícolas. Estou-me a lembrar daquelas que têm pouca dimensão para o número de cabeças de gado que queiram criar ou tenham pouca dimensão para o tipo de culturas que queiram fazer. Penso que podemos estar diante de uma revolução agrária, se assim lhe quisermos chamar”, acrescentou.

A questão do emparcelamento agrícola foi um dos temas do debate sobre o Interior promovido na Expo Trás-os-Montes que decorreu no fim-de-semana em Bragança.

em Rádio Brigantia

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Uma resposta a Transmontanos ofereceram resistência ao modelo de emparcelamento de terrenos agrícolas

  1. Hermino Jose Parreira diz:

    o emparcelamento não é feito porque os políticos não tani ideias, na minha um nesta opinião o emparcelamento era feito por os agricultores mas era preciso um financiamento a longo prazo
    primeira ideia pelos políticos todos os terrenos que estão a Vando nados, tenham que ter o emposto mas alto e quada ano que passasse aumentava para o dobro , porque esses é que estão a dar o prejuízo ao pais , não é os que estão cultivados , a intenção era que o dono que os vende-se ,
    segundo é com as casas que estão a Vando nadas essas é que deviam pagar o IMI não é as que estão a habitadas
    Gastão milhões com os incêndios , distribuíam por os proprietários e cada um era responsável pelos seus . .

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