Governo recebe 280 candidaturas por mês para jovens agricultores

Ministra da tutela diz que a agricultura é uma alternativa

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, diz que o Governo recebia, no final do ano, uma média de 280 candidaturas mensais ao apoio à instalação de jovens agricultores, o que «mostra que a agricultura é uma alternativa».

«Quando o Governo começou, abrimos em permanência medidas de apoio à instalação dos jovens agricultores. Na altura, a cadência mensal de candidaturas era de 200, passado uns meses subiu para 240 e no final do ano era de 280 por mês», disse Assunção Cristas, à margem da Conferência do Expresso sobre agricultura sustentável.

Citada pela Lusa, a governante afirmou que os jovens estão a aproximar-se da agricultura, onde encontram uma alternativa e veem já «bons exemplos a vários níveis, desde as explorações mais sofisticadas até outras com grande escala empresarial».

De acordo com Assunção Cristas, metade destes jovens tem formação superior, «não necessariamente em agricultura» mas em áreas completamente diferentes.

«Este é um sinal positivo de um setor agrícola que consegue renovar-se e atrair gente com outros conhecimentos e tecnologia», disse.

em TVI24

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Opção: Agricultura a tempo inteiro

Nos últimos 3 meses de 2012 as candidaturas de jovens agricultores ao PRODER foram de 250 por mês

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O regresso à agricultura

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Agricultura – Atividade de Futuro

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“Há emprego” na agricultura, garante a ministra Assunção Cristas

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, garantiu, esta sexta-feira, que “há emprego” nesta atividade, salientando que se instalam, em média, 240 jovens agricultores por mês.

“Não há emprego em quase nenhum setor, mas há emprego na agricultura”, afirmou a ministra numa intervenção na conferência “Investigação, Transferência de Tecnologia e Inovação no setor agrícola e agro-alimentar”, que decorre em Lisboa.

Assunção Cristas considerou que mais relevante do que o número de jovens agricultores que se dedicam a esta atividade é o que “isto significa em termos de competências e de dinamismo que se juntam a quem já está no terreno”.

A governante reforçou também que esta adesão dos jovens à agricultura “significa mais abertura à inovação e ao empreendedorismo”.

Assunção Cristas sublinhou a aposta do Governo nos setores dos bens transacionáveis, nomeadamente a agricultura, a floresta e a agro-indústria, tendo também destacado como prioridades a investigação e qualificação nestas áreas.

em JN

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Agricultores podem recrutar estagiários a baixo custo

Os jovens com qualificações na área da agricultura vão passar a ter mais facilidade em ingressar no mercado de trabalho.
O “Passaporte Emprego Agricultura”, apresentado na passada quarta-feira, em Mirandela, permite às entidades do sector agrícola contratar, por um período de seis meses, um ou mais estagiários a baixos custos.
“A medida é destinada à contratação de estagiários com formação na área agrícola ou formações que possam permitir que as entidades desenvolvam processos de modernização de inovação e de internacionalização”, explica a directora de serviços da delegação Norte do IEFP, Carla Guerreiro.
Para o vice-presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP) este é um programa “muito importante” para a modernizar e “rejuvenescer” o sector.
“A CAP fez um esforço muito grande em termos de concertação junto com as entidades do Estado para que, pela primeira vez, se focalizasse no sector agrícola e criasse um programa que pudesse beneficiá-lo especificamente, o que nunca aconteceu até hoje”, afirma Abreu Lima.
Para usufruir desta medida de apoio, a entidade empregadora pode ser um empresário em nome individual ou uma empresa com ou sem fins lucrativos.
Já o estagiário tem que estar inscrito no Centro de Emprego há pelo menos 4 meses e ter entre 18 e 35 anos.
A nível nacional existem 6 mil vagas para preencher por entidades agrícolas. Abreu Lima considera que a região de Trás-os-Montes tem capacidade para ocupar cerca de mil vagas.

em Jornal Nordeste 13-11-2012

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300 mil castanheiros doentes na região

Mais de 300 mil castanheiros na região de Trás-os-Montes estão afectados com as doenças da tinta e do cancro.
Este problema tem vindo a ganhar dimensão e a investigação até já encontrou uma solução para o cancro do castanheiro. Eugénia Gouveia, professora e investigadora no Instituto Politécnico de Bragança, conta que já há um método pronto para implementar no terreno.
“É um processo natural, no fundo, porque ele apareceu primeiro no castanheiro e os investigadores é que verificaram que estava ali uma maneira de combater o cancro. Agora é produzir essa estirpe”, realça a investigadora.
Para avançar com a investigação e fazer chegar os resultados de laboratório aos agricultores da região, falta financiamento. “Estamos a trabalhar nisso para concorrer aos projectos, porque a investigação faz-se com dinheiro”, lembra Eugénia Gouveia.
Entretanto a Sortegel, que produz e transforma castanha, já pôs os seus soutos ao serviço da investigação. António Borges, responsável pela gestão dos soutos da Sortegel, garante que o objectivo é ajudar os produtores a produzirem mais e melhor castanha.
Para os agricultores o Ministério da Agricultura também devia ter um papel mais activo no combate às doenças do castanheiro. Manuel Fortes, produtor de castanha na freguesia do Parâmio, em Bragança, defende a criação de brigadas de intervenção para os soutos.
Declarações de investigadores e produtores, proferidas, ontem, durante o programa “Estado da Região”, aqui na rádio Brigantia.

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Espera-se ano de boa castanha

Não se esperam quebras na produção de castanha, este ano, na região. A expectativa é da ARBOREA, a Associação Agro-florestal da Terra Fria. O presidente acredita que este será um bom ano para o sector. “Penso que este ano haverá melhor e mais castanha do que no ano passado. Pode dizer-se que é um ano que alimenta algumas esperanças”, refere Eduardo Roxo. O único problema verificado é mesmo o atraso na maturação do fruto. “A castanha está bastante atrasada pois só agora é que começa a aparecer a variedade mais temporã”, revela, mas “está a aparecer com um calibre razoável e menos bichada”. Quanto àquelas que aparecem mais tarde “ainda não temos uma ideia muito precisa porque os ouriços ainda estão muito atrasados”, acrescenta o responsável.
Declarações feitas à margem de um seminário sobre o castanheiro que decorreu este sábado em Vinhais, organizado pela Montesinho em parceria com o Parque Biológico.
As doenças como a tinta e o cancro foi um dos temas abordado e que, segundo Eugénia Gouveia, docente do IPB, está a preocupar os investigadores devido à sua propagação. “O problema está a aumentar, mas não é uma situação nova. Há anos em que acontece mais do que noutros, mas a morte do castanheiro continua e isso é preocupante porque não há solução em lado nenhum do mundo”, considera, salientando que “não temos qualquer contabilização. Não sabemos quanto aumenta, mas sabemos que aumenta”.
A aposta passa, por isso, pela prevenção e a gestão dos solos, como defende Manuel Ângelo Rodrigues, outro docente do IPB. “Está demonstrado que a forma como se faz a gestão do solo tem alguma influência, não na erradicação da doença, mas sobretudo na contenção da disseminação da doença da tinta”, afirma. “Ser conseguirmos que a doença evolua a um ritmo mais suave, já será uma boa conquista”, conclui. A mobilização e a fertilização dos solos pode também contribuir para a melhoria da produção.
em Rádio Brigantia

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O mistério da morte de abelhas em Portugal

Há relatos de perdas de abelhas, mas não existem estudos sobre a Síndrome do Colapso das Colónias em Portugal. A Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP) estima que os criadores de abelhas não estejam a conseguir repor metade das perdas dos efectivos que, normalmente, acontecem na época de pousio e que costumam rondar os 20%. Mas nada garante que este problema esteja relacionado com o fenómeno.

 

A FNAP promoveu uma investigação que pode ajudar a compreender a síndrome. Executado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade de Évora e pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, sob a coordenação científica do Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, o projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN) está a traçar o perfil epidemiológico actual da nosemose no território português.

A coordenadora do projecto, Sância Pires, revelou à swissinfo.ch o que é possível extrair, para já, dos resultados intermédios:  “Foram detectadas amostras com resultados positivos, ou seja, foi identificada a presença de esporos de nosema em todos os distritos do país, o que permite sugerir que, neste momento, a única espécie causadora de nosemose em Portugal Continental é o nosema ceranae”. Trata-se de um agente que vários investigadores relacionam com a Síndrome do Colapso das Colónias.
Sância Pires diz que ainda é cedo para tirar conclusões sobre uma eventual relação de causalidade entre o nosema ceranane e o fenómeno, uma vez que até à data não há evidências científicas da existência da síndrome em Portugal. Decorridos dois anos de investigação, continua em aberto a questão:  “O nosema ceranae causa a Síndrome do Colapso das Colónias isoladamente ou em combinação sinergética com outros factores, tais como outras doenças, doenças do habitat ou insuficiência dos recursos alimentares.”

Os dados resultantes da aplicação do questionário, que seguiu o modelo utilizado pela rede internacional de cientistas COLOSS e que aborda, entre outras questões, a mortalidade das colónias, ainda “vão ser submetidos a um estudo estatístico, que permitirá, posteriormente, revelar as evidências científicas que resultam da sua interpretação”.

 

Sância Pires, coordenadora do projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN).Sância Pires, coordenadora do projecto Portugal, Apicultura e Nosema (PAN). (Divulgação)

“Não sei por que razão nos andam a enganar”

“A grande dificuldade é não ter dados. Nós sabemos que há perdas. Não sei por que razão é que nos andam a enganar”, afirma o presidente da FNAP. Manuel Gonçalves explica que os poucos dados a que tem acesso apontam para uma manutenção do efectivo apícola a nível nacional nos últimos nove anos, apesar de ter havido “mais pessoas a entrarem na fileira” e de “todos os outros apicultores terem crescido, porque o mercado do mel está favorável”.

Para além de promover a investigação, a FNAP vai fazendo “mais pressão sobre a tutela do que trabalho efectivo, porque no aspecto sanitário, em Portugal, não é possível fazer nada  sem autorização, acompanhamento e a validação da Direcção-Geral de Veterinária”. E dá um exemplo: “São feitas colheitas trimestrais pelas organizações de produtores junto dos apicultores, para ver a evolução em termos de doenças e de problemas sanitários de desaparecimento das abelhas, mas nós não conseguimos avaliar nada, uma vez que as perdas não são oficialmente contabilizadas”.

 

O apicutor José Miranda de Oliveira tem muita experiência e ideias. O apicutor José Miranda de Oliveira tem muita experiência e ideias. (Filipa Soares)

“Não tenho sido afectado por esse fenómeno”

José Miranda de Oliveira tem conhecimento da existência da Síndrome do Colapso das Colónias, mas garante que o fenómeno ainda não bateu à sua porta. Este apaixonado pela apicultura, que tem colmeias desde pequeno, “mas em maior quantidade há cerca de 40 anos”, mostrou à swissinfo.ch, que mesmo nesta altura, “em que o número de abelhas é já bastante diminuto, a criação está saudável, as colmeias estão bem povoadas”.
Apesar de referir que não tem habilitações técnico-científicas para o fazer, Oliveira dá a sua opinião sobre o que está por trás do desaparecimento das abelhas: “É essencialmente derivado da introdução de produtos agressivos nas colmeias. Para eliminar a varroa temos de utilizar acaricidas leves e que não tenham outras substâncias. Tenho conhecimento que há apicultores que usam remédio do escaravelho”.

O apicultor acrescenta que “as próprias ceras são contaminadas”, pelo que é importante “meter, todos os anos, uns quadros novos nos ninhos para que haja mais saúde na colónia”.

Há investigadores que acreditam que na origem da síndrome está uma sinergia entre vários factores, como a varroa, má gestão, má nutrição e pesticidas adicionais.

 

Filipa Soares, swissinfo.ch
Porto

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Jovem investe 100 mil para provar que a agricultura tem futuro

Um jovem de 23 anos, de Penafiel, finalista de agronomia em Coimbra, investiu mais de 100.000 euros numa exploração de vinha e de milho para provar que a agricultura tem futuro em Portugal.

«Sonhei, desde pequeno, estar ligado à área, primeiro como veterinário e agora isto», disse à Lusa, enquanto mostrava, orgulhoso, a sua exploração em S. Mamede de Recesinhos.

«Os terrenos são dos meus pais, mas o investimento que aqui vê foi idealizado por mim», contou.

Filho de lavradores ainda no ativo, Luís Landreiras acredita que Portugal, em especial a região norte, tem grande potencial agrícola, convicção que, frisou, tem consolidado na formação académica, em engenharia agrónoma, que está quase a concluir.

«Sempre ouvimos, aqui na terra, que a agricultura era empobrecer alegremente. Lá [na faculdade], o primeiro impacto é que a agricultura é importante para o nosso país e para o mundo. Isso abriu-me os olhos e a perspetiva de uma vida ligada a isto», afirmou.

«Podemos ser autossuficientes em grande parte das coisas», lembrou, criticando que o país ainda tenha apoios à não produção, obrigando à importação e ao abandono dos terrenos férteis.

Sentado no trator, alertou, preocupado: «Hoje vemos terrenos abandonados, há fome e compramos tudo aos países estrangeiros».

Para provar que a agricultura também pode ser um “futuro risonho” para os jovens, Luís avançou com uma candidatura ao programa Vitis, num valor superior a 100.000 euros, para plantação de seis hectares de vinha, com as castas de vinho verde de melhor qualidade na região.

Decidiu não solicitar o apoio da banca, optando por pedir o dinheiro emprestado aos familiares, enquanto aguarda, por entre “um mar de papelada”, receber a comparticipação.

em TSF

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